Sopros cardíacos são comuns na infância de adolescência, a maioria são sopros inocentes
🚨 Alguns sinais são mais característicos de sopros patológicos: sopro holossistólico ou diastólico, B2 anormal, intensidade máxima do sopro na borda esternal esquerda alta ou clique sistólico.
SOPRO DE STILL É o mais comum. Causa - alteração de fluxo gerada na transição do VE para a aorta. Aumenta a intensidade em decúbito dorsal e no exercício. Diminui a intensidade nas manobras de Valsalva e ortostatismo. Sopro sistólico e musical, audível na borda esternal esquerda (BEE) baixa, irradiando para o ápice cardíaco.
SOPRO DE EJEÇÃO PULMONAR Em crianças 8-14 anos. Geralmente ocorre em situações de maior débito cardiaco (anemia, ansiedade, febre)? Atenua-se com as manobras de Valsalva e ortostatismo. Sopro ejetivo em BEE entre 2° e 3° espaço intercostal. em axila e dorso.
SOPRO DE RAMOS PULMONARES Em recém nascidos (principalmente prematuros e baixo peso) e lactentes. Causado pela desproporção entre o tronco pulmonar e as artérias pulmonares. Desaparece com até 6 semanas de vida, se persistir por mais 6 meses = sinal de estenose patológica. Sopro sistólico e ejetivo de baixa intensidade irradiando para lados direito e esquerdo do tórax, dorso e axilas.
SOPRO CAROTÍDEO OU SUPRACLAVICULAR Principalmente em adolescente e adulto jovem. Gerado na zona em que o arco aórtico se ramifica nos vasos braquiocefálicos. Mais audível na posição sentado, podendo desaparecer com a hiperextensão dos ombros. Sopro de baixa intensidade, na região supraclavicular, região superior do tórax e região cervical.
ZUMBIDO VENOSO Em crianças dos 3 aos 8 anos. Diminui com a compressão da veia jugular, a flexão do pescoco para o lado do sopro e o decúbito dorsal.' acentua-se na inspiração, posição sentada / ortostatismo e com a flexão da cabeça para o lado contra-lateral. Sopro contínuo na zona antero-inferior do pescoço, lateral ao m. esternocleidomastoideu, se estende para a zona infraclavicular e bordo esternal superior direita.